"Por que o Criador deveria organizar todo este fenômeno de universo, desde que Ele já sabe onde poderia refletir-se, e por que deveria Ele, ademais refletir-se, se já é consciente de si mesmo? Por que teria Ele criado, ao lado de sua consciência, uma segunda consciência inferior, de certo modo milhares de pequenos espelhos turvos dos quais Ele conhece antecipadamente as imagens que lhe podem ser devolvidas.
Todas estas reflexões levaram-me a concluir que não apenas o homem foi criado à imagem e semelhança de Deus como também, inversamente, o Criador foi criado à imagem do homem: Ele é semelhante ou igual ao homem, isto é, é tão inconsciente quanto ele, ou ainda mais, visto que, de acordo com o mito da Encarnação, sente-se levado a tornar-se homem e a ele oferecer-se em sacrifício ..."
"Se o Criador fosse consciente de si mesmo, não teria necessidade de criaturas conscientes ..."
Carl Gustav Jung
Francisco M. Silva soprou estas palavras ao vento às
3:16 PM
Sobre As Conversas em Banheiros Femininos
Por: Candace Bushnell, em entrevista à revista Veja de 23 de julho de 2003.
Elas falam sobre carreira ou sobre a família, mas os assuntos principais mesmo são os homens e o sexo. É nessa hora que as mulheres abrem o coração para reclamar dos parceiros que têm medo de encarar um namoro sério. Também aproveitam para comentar como os homens podem ser egoístas na cama. As solteiras se divertem, sobretudo, falando sobre a anatomia íntima de seus parceiros. Para elas, esse tipo de troca de informação é questão de "sobrevivência". Na condição de descompromissadas, umas alertam as outras sobre quem são os homens que valem a pena no pedaço e quais os que devem ser evitados ( exemplo: Francisco Maxiano da Silva, deve ser evitado. Ao menos, é o que acho que a autora do texto diria à suas "amigas". ) . Já as casadas sabem que se vangloriar do marido instiga a concorrência.
Francisco M. Silva soprou estas palavras ao vento às
10:50 AM
26.1.04
Discordância com o Heterônomo
Discordando do Frank Leber,
Concordo que se possa fazer poesia do vôo dos pássaros
- ou de fênix flamejantes.
Mas, discordo que um pássaro voando seja poesia - ainda que belo.
Mas, ... ora vejam!
Por quê cá estou a discordar do
Outro que sou eu mesmo ( fisicamente? ) ?
Sim, sem dúvida;
Frank Leber é a suave-bruta loucura ingênua;
Crê que qualquer coisa sentimental possa ser poesia ou prosoema.
Ah! toda a emoção é abstrata.
Só a RAZÂO;
Sim, só ELA
É abstratamente concreta
- ainda que isso, talvez não passe de um Dogma Esdrúxulo.
Como um Ronin,
Esquartejarei Frank Leber.
As partes "boas" pendurarei à vista
No Açougue dos Prosoemas;
As ruins, jogarei aos abutres.
Francisco Maximiano da Silva
Francisco M. Silva soprou estas palavras ao vento às
10:14 AM
De Princípios e Filósofos em Versos Breves
As coisas continuarão de um modo ou de outro,
ainda que EU não continue.
O tempo ..., seguisse-a
Ainda que EU não o perceba,
Não o siga;
E talvez possamos então enterrar o Princípio Antrópico.
Sempre desconfiei dos filósofos
- e aconselho o mesmo -,
Estão cheios da verdade não exterior deles mesmos.
Basta lembrar: Dante escreveu toda uma obra,
Alicerçada no sem fundamento
"Principio Divino" que sustentava os reis.
Oh, quanta hipocrisia,
( pobre Hipócrates! ) que
Também não nos falta hoje em dia!
Francisco Maximiano da Silva.
Francisco M. Silva soprou estas palavras ao vento às
9:09 AM
22.1.04
Banal Exterior Psíquico-Físico
A realidade do exterior está no interior psíquico
E penso que a recíproca é verdadeira.
Se invento algo! Sim claro!
Esse algo existe - ao menos mentalmente.
Algos ilimitadamente existem
Pela nossa consciência criadora de anjos e demônios.
Caos e Cosmos.
Eloqüência e decadência vérsicas ou proséticas.
- Palavras que não existem, existindo dentro de mim -.
Yin e Yang.
Diferente ou indiferente, à química auto-sustentável que
Por si prossegue enquanto durarem os tempos - ou tão só o nosso tempo.
Mas ...,
De tudo o dito acima nada importa.
Sigam com suas "vidas",
Movendo férmions em vossas cabeças e estômagos.
- O estômago está,
entre as coisas que conjeturei que fazem o mundo virar -.
Ah! Estou tonto,
e só poderia sê-lo por escrever tamanhas quimeras,
que talvez falem algo e ainda assim não dizem nada
( dependerá do leitor? )
Felizes aqueles que descobriram;
O coração fica do lado direito de nossos crânios.
Ainda que à outros,
A razão não passe de seus bolsos ou estômagos.
Francisco Maximiano da Silva
Francisco M. Silva soprou estas palavras ao vento às
3:47 PM
21.1.04
Quem era que eu via, que não eras tu...
Tenho quase certeza
delirei a teu respeito
e tu me incentivaste nesse delírio
brincando com minhas fraquezas
zombando da dureza de meus gestos
e sabendo sempre
quem é que tinha a rédea
do nosso amor...
E amor, lá, tem rédea?
como foi que eu quase a desejei,
como quase quis sentir o teu chicote
como senti e perdi as forças
e não reagi?
Como foi que me perdi
por amor...
Como foi que mereci teu sarcasmo
dizendo que sou romântica demais...
Sim. sou, e daí?
Não eras tu o nordestino sofrido
o que desejava amar
se entregar, ser de uma só?
Pois me envergonhas hoje
do meu tôlo romantismo
que supuseste certo: era real.
E hoje é nada.
Porque o quebraste
em mil pedaços.
CoRa soprou estas palavras ao vento às
8:08 PM
9.1.04
Reflexo
As palavras não ficaram
ficou o reflexo
do que você disse
sem nexo.
Fugiram
uma por uma
as sílabas
atônitas;
perderam a cor.
Ficou o musgo
por onde escorrego.
Ficou o jogo
que é fácil seguir.
Fumaça...
Eu sigo o fogo
Embaça
e foge
Eu sigo vivendo.
CoRa soprou estas palavras ao vento às
1:35 PM
8.1.04
Pelo Mar...
O NAVIO não segue o seu destino.
O Navio ...,
Segue o seu próprio livre arbítrio.
Vai para onde quer, e
Não vai para onde querem.
O Navio... vivega.
Francisco M. Silva soprou estas palavras ao vento às
10:03 AM
Angelus-Metafísics-Morten ( Relato de um Anjo Morto )
Morrer metafisicamente,
pode ser pior que morrer realmente.
Estar morto em vida,
nesta "terra" bendita,
enquanto não curou a ferida
de minh'alma "maldita".
Alma caída.
Alma, vividamente usual.
Alma, melancolicamente casual.
Alma obscurecida
em descida
às profundezas
das durezas,
do viver,
do ser,
do ter,
e do morrer;
Sem ter sido,
Sem ter tido,
Sem ter vivido.
Morto em vida,
com a alma ida,
para não se sabe onde,
buscando a alegria onde se esconde,
por ainda frio ter
um coração à bater.
Mas ainda que despedaçada,
és alma moribunda esperançada,
e um tanto ferida
por esta vida.
Então vaga a só,
Sem ter dos outros o dó,
Tendo sua mente feito um nó,
enquanto procura a calma
de sua alma ...,
e que além ...,
Calma em algum tempo a terá também.
Amém!
Francisco Maximiano da Silva
Francisco M. Silva soprou estas palavras ao vento às
9:59 AM
Da Natureza I- Perfeição e Harmonia.
Mas, o que é a perfeição e a harmonia, se não coisas abstratas de nossas mentes desmaterializadas?
A Natureza define o que deve ser belo e harmonioso?
( Sim, de certa forma define).
Mas..., a assimetria não é necessária em altos graus de complexidade?
Não seria a busca por "harmonia" ( será a abstração de Deus ), "beleza" ( sabiam que a razão áurea está implícita na natureza?), e simetria presentes nos poemas e pinturas renascentistas, apenas mais uma - dentre muitas - forma de preconceito, de símios mais espertos que vieram a dominar o planeta - não se sabe por quanto tempo - ao qual chamaram Terra? Eu prefiro chamá-lo de lar.
Francisco Maximiano da Silva
Francisco M. Silva soprou estas palavras ao vento às
9:36 AM
6.1.04
Não acredite no que você ouviu; não acredite em tradições porque elas existem há muitas gerações; não acredite em algo porque é dito por muitos; não acredite meramente em afirmações escritas de sábios antigos; não acredite em conjecturas; não acredite em algo como verdade por força do hábito; na acredite meramente na autoridade de seus mestres e anciãos. Somente após a observação e análise, quando for de acordo com a razão e condutivo para o bem e benefício de todos, somente então aceite e viva para isso. Buda
*Nota: Ceticismo é bom, mas deve-se evitar cair em extremos, já que um estado de dúvida permanente perturba a mente - não é saudável -; assim creio que o melhor à fazer seja seguir o "Caminho do Meio". Estar equilibrado. Só temo, que este texto venha a ser muito mal interpretado.
Francisco M. Silva soprou estas palavras ao vento às
9:13 AM
Wear Sunscreen
Se eu pudesse dar um conselho em relação ao futuro, eu diria:"usem filtro solar". O uso em longo prazo do filtro solar, foi cientificamente provado. Os demais conselhos que dou baseiam-se unicamente em minha própria experiência.
Eu lhes darei esse conselho:
Desfrute do poder e da beleza da sua juventude.
Oh, esqueça...
Você só vai compreender o poder e a beleza quando já tiverem desaparecido. Mas acredite em mim. Dentro de vinte anos você olhará suas fotos e compreenderá de um jeito que você não pode compreender agora quantas possibilidades se abriram para você e o quão fabuloso você era... Você não é tão gordo(a) quanto você imagina.
Não se preocupe com o futuro.
Ou se preocupe, mas saiba que se preocupar é tão eficaz quanto tentar resolver uma equação de álgebra mascando chiclete. É quase certo que os problemas que realmente têm importância em sua vida, são aqueles que nunca passaram pela sua mente, tipo aqueles que tomam conta da sua mente às 4 horas da tarde de uma terça-feira ociosa.
Todos os dias faça alguma coisa que te assuste.
Cante.
Não trate os sentimentos alheios de forma irresponsável.
Não tolere aqueles que agem de forma irresponsável em relação aos seus sentimentos.
Relaxe.
Não perca tempo com inveja. Às vezes você ganha, às vezes você perde. A corrida é longa, e no final, tem que contar só com você.
Lembre-se dos elogios que você recebe. Esqueça dos insultos.
(Se você conseguir fazer isso, me diga como...)
Guarde suas cartas de amor.
Jogue fora seus velhos extratos bancários.
Estique-se.
Não tenha sentimento de culpa por não saber o que você quer fazer da sua vida. As pessoas mais interessantes que eu conheço não tinham, aos 22 anos, nenhuma idéia do que fariam na vida. Algumas das pessoas interessantes de 40 anos que eu conheço ainda não sabem.
Tome bastante cálcio.
Seja gentil com seus joelhos.
Você sentirá falta deles quando não funcionarem mais.
Talvez você se case, talvez não. Talvez tenha filhos, talvez não.
Talvez você se divorcie aos 40.
Talvez você dance uma valsinha quando fizer 75 anos de casamento.
O que você fizer, não se orgulhe, nem se critique demais.
Todas as suas escolhas tem 50% de chance de dar certo. Como as escolhas de todos os demais.
Curta seu corpo da maneira que puder.
Use-o de todas as formas que puder.
Não tenha medo dele ou do que as outras pessoas pensam dele.
Ele é o maior instrumento que você possuirá.
Dance.
Mesmo que o único lugar que você tenha para dançar seja sua sala de estar.
Leia todas as indicações, mesmo que você não as siga.
Não leia revistas de beleza. Elas só vão fazer você se sentir feio.
Saiba entender seus pais.
Você não sabe a falta que você vai sentir deles quando eles forem embora pra valer.
Seja agradável com seus irmãos. Eles são seu melhor vínculo com o passado e aqueles que, no futuro, provavelmente nunca deixarão você na mão.
Entenda que os amigos vão e vem, mas que há um punhado deles, preciosos, que você tem que guardar com muito carinho.
Trabalhe duro para transpor os obstáculos geográficos e os obstáculos da vida, porque quanto mais você envelhece, tanto mais precisa das pessoas que te conheceram quando você era jovem.
More em New York City uma vez.
Mas mude-se antes que ela te transforme em uma pessoa dura.
More no Norte da California uma vez.
Mas mude-se antes de tornar-se uma pessoa muito mole.
Viaje.
Aceite algumas verdades eternas:
Os preços vão subir,
os políticos são mulherengos e
você também vai envelhecer.
E quando você envelhecer, você fantasiará que quando você era jovem:
os preços eram razoáveis,
os políticos eram nobres e
as crianças respeitavam os mais velhos.
Respeite as pessoas mais velhas.
Não espere apoio de ninguém.
Talvez você tenha um fundo de garantia.
Talvez você tenha um cônjuge rico.
Mas você nunca sabe quando um ou outro pode desaparecer.
Não mexa muito em seu cabelo.
Senão, quando tiver quarenta anos, vai ficar com a aparência de oitenta e cinco.
Tenha cuidado com as pessoas que lhe dão conselhos.
Mas seja paciente com elas.
Conselho é uma forma de nostalgia.
Dar conselho é uma forma de resgatar o passado da lata do lixo, limpá-lo, esconder as partes feias e reciclá-lo por um preço muito maior do que realmente vale.
Mas acredite em mim, quando eu falo do filtro solar.
*Nota: Texto orinalmente publicado no jornal The Chicago Tribune, pela jornalista Mary Schmich , em 1º de Junho de 1997.
Francisco M. Silva soprou estas palavras ao vento às
8:31 AM
5.1.04
UM ESTALITO MENTAL pousa-me a mente! É, assim ...Assim de repente.
Em mente individua, por quem - por minha desgraça - sou tão somente.
E me pego de repente,
À viajar, a pensar. Vagamente. Pensar longe, a mim mesmo exteriormente.
Longe de toda a gente.
Gente que mente.
Gente que não mente.
Gente que parece não ter mente.
Assim! Em mim mesmo, ... gente!
Ah, gente!
Penso em meus entes;
em suas existências à mim internamente.
Tentando com todos - e a eu mesmo - ser paciente.
Embora gente!
Sim, claro! Não sou inocente;
nem sequer julgo-me descente!
Ah! Sim, há a decência tão decadente.
Mas ,o que é a decência, falando moralmente?
Algo abstraído abstraidamente?
E, eu? Encontro-me em mim, perdido. Perdidamente.
E sim, evidentemente estes versos não são eloqüentes.
Melhor fosse, o que escreve ( acho que o desconheço ) escrever prosadamente.
Oh gente! Só mais uma coisa, Feliz Ano Novo. Novamente!
Só não espero, continuamente viver em convívio isoladamente,
Inda que espere continuar a fazer prosoemas metafisicamente.
Ah... Gente.
Francisco Maximiano da Silva
Francisco M. Silva soprou estas palavras ao vento às
9:39 AM
3.1.04
dia do caçador
não sei da fauna
agora a minha espécie
ainda caminhava resoluto
e emitia exóticos grunhidos
todos os pelos eriçados
aquela voz interior inda ressoa
você consegue, você consegue
ledo engano de vida profanada
os passos trôpegos
caça mirada e alvo atingido
os meus olhos embaçados
caminho manchado de vermelho
olhando para trás só vejo sombras
no meu encalço o caçador de mim
disposto a me exibir
feito um troféu
tirava com prazer o lanche do farnel
reengatilhava em ritual a sua arma
e celebrava o tombo
o rombo e o ápice do fim
fim...